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Tarifa global de 15% dos EUA acende alerta para MEIs e pequenas empresas brasileiras

Publicada em: 26/02/2026 16:56 -

A nova tarifa global de 15% anunciada pelos Estados Unidos acende um alerta para os Microempreendedores Individuais (MEIs), micro e pequenas empresas brasileiras. A medida, adotada pelo governo dos Estados Unidos após decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, substitui regimes tarifários anteriores e cria um novo cenário no comércio internacional.

Embora o Brasil não tenha sido alvo de aumento adicional específico — e, em alguns casos, tenha até registrado redução de tarifas anteriormente aplicadas — a uniformização em 15% impõe um ambiente de maior instabilidade global, com possíveis reflexos sobre os pequenos negócios no país.

 

SIMPI Nacional acompanha a situação com cautela. Para a entidade, é necessário analisar o tema sob dois aspectos: oportunidades pontuais e riscos estruturais.

 

Em determinados nichos de mercado, a padronização tarifária pode gerar maior previsibilidade e até abrir espaço para exportadores brasileiros especializados. No entanto, para a maioria dos MEIs, micro e pequenas empresas, os efeitos indiretos tendem a ser mais sensíveis, especialmente no aumento de custos ao longo da cadeia produtiva e na consequente pressão sobre as margens de lucro.

Pequenos negócios, por sua própria estrutura, têm menor capacidade de absorver oscilações cambiais, custos adicionais ou instabilidades regulatórias. Quando há elevação de despesas e dificuldade de repasse ao consumidor final — sob risco de perda de clientela — o resultado costuma ser a compressão da rentabilidade e maior vulnerabilidade financeira.

 

Segundo Joseph Couri, presidente do SIMPI Nacional, o impacto pode ser significativo. “O pequeno empreendedor trabalha, muitas vezes, no limite da margem. Quando há aumento de custo e ele não consegue repassar ao preço final, a conta recai sobre sua rentabilidade. Isso pode significar redução de investimentos, dificuldade de manter empregos e, em casos mais graves, fechamento do negócio ou migração para a informalidade”, afirma.

 

Couri ressalta ainda que os efeitos ultrapassam o âmbito empresarial e alcançam a esfera social. “Os MEIs, micro e pequenas empresas são responsáveis por grande parte dos empregos formaais no Brasil. Quando o ambiente internacional se torna mais instável, o reflexo chega ao trabalhador. É preciso garantir que medidas externas não ampliem a informalidade nem pressionem ainda mais quem já enfrenta alta carga tributária e custos elevados no país”, pontua.

 

Diante desse cenário, o SIMPI Nacional defende a adoção de políticas públicas de apoio, ampliação do acesso a crédito competitivo, capacitação para exportação e estabilidade regulatória. Para a entidade, essas medidas são fundamentais para que os pequenos negócios consigam transformar desafios externos em oportunidades internas.

 

O SIMPI Nacional informou que seguirá acompanhando os desdobramentos da nova tarifa e reforça a importância de ações que preservem a competitividade dos MEIs, micro e pequenas empresas, além da proteção dos empregos no país.

O presidente da entidade está disponível para entrevistas e análises sobre os impactos econômicos e tributários, incluindo a defasagem do Simples Nacional e do regime do MEI.

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