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Conflito entre EUA e Irã pressiona custos e logística no setor de plásticos

Publicada em: 23/03/2026 15:51 -

O cenário de conflito entre Estados Unidos e Irã atinge diretamente o setor de plásticos por dois fatores centrais: o custo das matérias-primas e a logística global.

Um dos principais impactos é a alta no custo das resinas. O plástico é derivado diretamente do petróleo e do gás natural. Com a escalada do conflito, o petróleo Brent voltou a operar em patamares elevados, e o risco de bloqueio do Estreito de Ormuz aumenta a pressão sobre o mercado. Na prática, a nafta e o etileno acompanham esse movimento, com estimativas de reajustes entre 15% e 25% em polietileno (PE), polipropileno (PP) e derivados.

Outro ponto de atenção é o risco de escassez de polímeros. O Irã é um exportador relevante de polietileno e metanol. Qualquer interrupção no fluxo dessas matérias-primas aumenta a busca por fornecedores alternativos, elevando os preços no mercado spot e reduzindo a previsibilidade para os transformadores.

A logística global também tende a ficar mais cara e lenta. Os seguros marítimos registraram aumento, e rotas estão sendo desviadas, o que amplia prazos e custos de transporte. Importações de máquinas, moldes e periféricos podem sofrer atrasos e novos reajustes de frete.

No Brasil, os efeitos também são diretos. A instabilidade global tende a fortalecer o dólar, encarecendo resinas e peças importadas. Mesmo com produção local, o preço da nafta utilizada pela Braskem acompanha o mercado internacional, fazendo com que os impactos cheguem rapidamente ao setor industrial. A Petrobras também opera nesse ambiente de preços globais.

A expectativa do mercado é de volatilidade elevada nos preços de PP, PE e PVC nas próximas semanas, além de possíveis atrasos logísticos. Estratégias como antecipar compras, travar o câmbio e revisar estoques podem ajudar empresas a reduzir riscos diante desse cenário.

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