As exportações brasileiras de café somaram 2,62 milhões de sacas de 60 kg em fevereiro, queda de 23,5% em relação ao mesmo mês de 2025, segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). A receita também recuou 14,7%, totalizando US$ 1,06 bilhão.
De acordo com o presidente da entidade, Márcio Ferreira, a retração ocorre principalmente no café arábica, cujos preços vêm caindo na Intercontinental Exchange, em Nova York, diante da expectativa de maior oferta na próxima safra e da liquidação de posições por fundos de investimento. A valorização do real frente ao dólar, produtores capitalizados e estoques ajustados também reduziram a competitividade do produto brasileiro.
No acumulado de julho de 2025 a fevereiro de 2026, os embarques totalizaram 26,04 milhões de sacas, queda de 22,6% na comparação anual. Apesar do recuo no volume, a receita subiu 5,3%, alcançando US$ 10,3 bilhões.
O café arábica representou 81,8% dos embarques, com 4,42 milhões de sacas, mas registrou queda de 28,9%. O café solúvel respondeu por 10,6%, com 573,3 mil sacas (-11,5%), enquanto os canéforas (conilon e robusta) somaram 408,45 mil sacas (-27,7%). Já o café torrado e moído teve participação residual de 0,1%, com 5,57 mil sacas exportadas.
Entre os cafés especiais, os embarques caíram 40,7%, para 1,07 milhão de sacas. A expectativa do setor é de recuperação das exportações com a chegada da nova safra, a partir de maio para o conilon e junho para o arábica.
Nos destinos, a Alemanha segue como principal compradora do café brasileiro, com 786,59 mil sacas (14,5%), apesar da queda de 20,1% no volume. Os Estados Unidos aparecem em segundo lugar, com 656 mil sacas (12,1%) e recuo de 45,8%. Nos cafés diferenciados, Alemanha (137,8 mil sacas) e Estados Unidos (132,18 mil sacas) também lideram as importações.




