Um estudo publicado em 2014 na revista científica Nutrients levantou questionamentos sobre a forma como foi estabelecida a ingestão diária recomendada de Vitamina D, utilizada por décadas em diferentes diretrizes de saúde.
De acordo com os autores, a recomendação de 600 UI por dia foi estimada com base em médias populacionais. Ao corrigir o modelo estatístico utilizado, os pesquisadores observaram que a dose necessária para que 97,5% da população alcance níveis séricos iguais ou superiores a 20 ng/mL pode ser maior do que o valor estabelecido anteriormente.
Segundo o estudo, essa diferença pode ajudar a explicar por que a deficiência de vitamina D ainda é considerada comum em diversas regiões do mundo.
Especialistas ressaltam, no entanto, que os resultados não significam que todas as pessoas devem consumir doses elevadas do nutriente. A necessidade de suplementação pode variar conforme características individuais.
Entre os fatores que influenciam a quantidade adequada estão os níveis séricos atuais de vitamina D, peso e composição corporal, exposição ao sol, presença de inflamações, saúde intestinal e hepática, uso de medicamentos e condições clínicas específicas.
Por isso, profissionais de saúde destacam que a avaliação individual é fundamental antes de qualquer ajuste na ingestão ou suplementação do nutriente.




