A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), afirmou que há um movimento para promover sua “cassação no tapetão”.
Quer ganhar para prefeito? Quer ter 68 mil votos igual eu? Vai ser prefeito, vai se candidatar para prefeito
A declaração foi dada após a circulação de áudios atribuídos ao vereador Cilcinho (PV), nos quais haveria conversas sobre uma possível cassação da chefe do Executivo municipal.
Durante a entrevista, a prefeita também desafiou o presidente da Câmara, vereador Wanderley Cerqueira (MDB), a disputar uma eleição para prefeito caso queira assumir o comando da cidade.
“Por que não vem se candidatar para prefeito? Quer cassar no tapetão?”, questionou.
"Quer ganhar para prefeito? Quer ter 68 mil votos igual eu? Vai ser prefeito, vai se candidatar para prefeito. Agora, não é um vereador que tem 1.100 votos que quer virar prefeito e sentar na cadeira. Então, pelo amor de Deus, gente, deixa eu trabalhar", disse.
Nos bastidores, vereadores articulam a eleição da nova Mesa Diretora da Casa em meio ao desgaste na relação com o Paço Couto Magalhães, enquanto aliados da prefeita acusam parlamentares de trabalharem para enfraquecer politicamente a administração municipal.
Segundo Flávia, desde a vitória nas eleições ela escuta comentários sobre tentativas de impedir sua permanência no cargo.
“Eu já sei disso desde o dia que eu ganhei a eleição. No outro dia vieram falar: ‘Você não vai nem tomar posse, você não vai ser diplomada’. Eu estou aqui há um ano e quatro meses. E vou continuar fazendo minha gestão, independente do que vier ”, disse.
A prefeita ainda criticou vereadores que estariam criando instabilidade política em vez de focar nas demandas da população. Segundo Flávia, a crise política entre a prefeitura e os vereadores de oposição tem prejudicado a chegada de investimentos e recursos para o Município.
“Um senador, um governador vendo essa instabilidade política, ele não quer mandar recursos para o município”, disse.
A prefeita informou ainda que sua equipe jurídica deverá acionar órgãos de controle, como Ministério Público e Polícia Civil, para apurar o conteúdo dos áudios vazados.




