A Ivermectina, conhecida mundialmente pelo uso no combate a parasitas, passou a chamar atenção também no campo da oncologia. Pesquisas internacionais vêm analisando se a substância pode apresentar efeitos contra células cancerígenas em diferentes tipos de tumores.
Os estudos ainda estão em fase inicial, mas resultados laboratoriais têm mostrado efeitos considerados promissores em testes realizados com células e modelos animais.
Entre os mecanismos observados pelos pesquisadores estão a redução da proliferação tumoral, o estímulo à morte programada de células cancerígenas e a interferência em vias relacionadas ao crescimento do câncer.
As pesquisas envolvem diferentes tipos de tumores, como câncer de mama triplo negativo, câncer de pulmão, glioblastoma, leucemias e câncer colorretal. Um dos estudos em andamento avalia a combinação da ivermectina com imunoterapia em pacientes com câncer de mama metastático.
Apesar da repercussão, especialistas reforçam que ainda não existe comprovação científica de eficácia da ivermectina no tratamento do câncer em humanos. Atualmente, o medicamento não integra os protocolos oficiais de oncologia.
Médicos oncologistas também alertam para os riscos do uso indiscriminado da substância sem orientação profissional, já que podem ocorrer interações com tratamentos convencionais e atrasos em terapias já consolidadas.
O interesse científico no tema faz parte de uma estratégia conhecida como “reposicionamento de medicamentos”, quando remédios já existentes passam a ser estudados para novas aplicações terapêuticas.




