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Polícia do Senado investiga suposto plano de Deolane Bezerra para matar Flávio Bolsonaro

Publicada em: 29/05/2026 13:23 -

A Polícia Legislativa do Senado Federal abriu um boletim de ocorrência para apurar uma suposta ameaça contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O caso envolve declarações atribuídas à influenciadora Deolane Bezerra, presa na última semana sob suspeita de envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC). O registro foi protocolado na quarta-feira (27) na Coordenação de Polícia de Investigação e Judiciária do Senado, a partir de informações levantadas pelo setor de inteligência da própria Polícia do Senado.

A denúncia em live
Segundo o boletim, as supostas ameaças foram expostas pelo funkeiro MC Misa durante entrevista ao canal “Frank Clips”, veiculada no TikTok e no YouTube na terça-feira (26). No vídeo, anexado ao pedido de apuração, Misa afirma que Deolane, juntamente com outras pessoas, estaria planejando o assassinato de Flávio Bolsonaro.

“Inclusive, o atentado agora que o filho do Bolsonaro vai sofrer, que foi articulado com Marcelinho e com a Deolane, Deolane articulou um atentado agora pro filho do Bolsonaro. Então são situações que a gente, o mundo do funk, sabe tudo. A gente sabe o que tá acontecendo”, diz o funkeiro.

Nas redes sociais, o governador adotou tom ainda mais incisivo.

“PCC e CV não são facções: são terroristas armados contra o povo brasileiro e com atuação além das nossas fronteiras. Quem domina territórios, impõe toque de recolher, mata inocentes e desafia o Estado pratica terror. O Brasil não pode mais ser refém de bandido. Terrorista tem que estar atrás das grades, sem relativização. Parabéns ao senador Flávio Bolsonaro pela articulação firme e necessária”, escreveu.

A manifestação ocorre em meio a uma pré-campanha na qual o tema da segurança pública tem ocupado espaço central nos discursos do governador.

Aliados de Tarcísio afirmam que o combate ao crime organizado deverá ser um dos principais ativos da campanha à reeleição. Integrantes do entorno do governador avaliam que adversários tendem a explorar a criminalidade como um dos pontos de vulnerabilidade da gestão estadual.

Por outro lado, o grupo político de Tarcísio pretende destacar indicadores de redução de roubos e furtos registrados durante o governo, além das ações na região da Cracolândia, apontadas por aliados como um dos principais símbolos do enfrentamento ao PCC na capital paulista.

Um aliado do governador ouvido pela CNN sob reserva afirmou que a proximidade entre Tarcísio e o pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, também tende a produzir dividendos eleitorais após a articulação que antecedeu a decisão americana.

O tema também foi explorado por Guilherme Derrite (PP), pré-candidato ao Senado e ex-secretário da Segurança Pública de São Paulo.

“PCC e CV são terroristas. Ponto. A decisão dos EUA reconhece aquilo que milhões de brasileiros já sabem na prática. Parabéns ao senador Flávio Bolsonaro pela articulação. O combate ao crime organizado exige firmeza e cooperação internacional”, publicou.

Do outro lado da disputa política, nem o pré-candidato ao governo paulista Fernando Haddad (PT) nem o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manifestaram até o momento sobre a decisão anunciada pelos Estados Unidos. Procurado pela CNN, Haddad não retornou.

Em ocasiões anteriores, porém, integrantes do governo federal e aliados do presidente criticaram a classificação de facções criminosas como organizações terroristas. O argumento apresentado é que PCC e Comando Vermelho são grupos criminosos voltados ao lucro e ao tráfico de drogas, sem motivação política ou ideológica, característica normalmente associada ao terrorismo.

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