O deputado federal Coronel Assis (PL) afirmou que a decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas internacionais mostra a dimensão alcançada pelo crime organizado brasileiro.
São grupos que executam inocentes, dominam comunidades e corrompem instituições
A decisão foi anunciada pelo secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio. A medida deve entrar em vigor a partir de 5 de junho e permitirá a ampliação de sanções, bloqueios financeiros e mecanismos internacionais de combate às facções criminosas.
“Isso não é uma notícia comum. Isso é um alerta para todo brasileiro de bem. Enquanto muita gente ainda insiste em tratar facção criminosa como simples problema de segurança pública, os Estados Unidos acabam de dar um recado ao mundo: PCC e Comando Vermelho serão classificados como organizações terroristas internacionais”, disse.
As duas facções estão entre as organizações criminosas mais violentas da América Latina, com atuação ligada ao tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro e expansão de redes criminosas que alcançam diversos países da região e também os Estados Unidos.
Para o deputado, as facções ultrapassaram há muito tempo a condição de simples quadrilhas criminosas.
“São grupos que espalham medo, executam inocentes, dominam comunidades, financiam o tráfico, corrompem instituições e desafiam o próprio Estado brasileiro. Elas deixaram de ser apenas facções. Se transformaram em estruturas criminosas capazes de controlar territórios, impor regras e atacar a sociedade”, disse.
O deputado também criticou a posição do governo federal, que em diversas ocasiões manifestou resistência à classificação das facções como organizações terroristas. O governo brasileiro argumenta que a legislação nacional diferencia terrorismo de organizações voltadas exclusivamente ao lucro financeiro.
“Por que precisou uma potência estrangeira enxergar essa ameaça com a gravidade necessária enquanto o governo Lula continua resistindo a esse debate? O povo brasileiro está cansado de ver criminosos fortemente armados controlando bairros, recrutando jovens, atacando policiais, destruindo famílias e espalhando o terror nas cidades”, afirmou.
O combate ao crime organizado não pode ser uma escolha ideológica. É uma obrigação moral
Endurecimento de leis
Na avaliação do parlamentar, a classificação anunciada pelos Estados Unidos reforça a necessidade de endurecimento das políticas de combate ao crime organizado no Brasil, especialmente no enfrentamento financeiro das facções.
“A partir dessa decisão, haverá bloqueio de ativos, sanções internacionais e uma perseguição financeira global contra essas organizações criminosas. É exatamente isso que defendemos: atacar o dinheiro das facções, sufocar suas estruturas e fortalecer as forças de segurança”, disse.
Coronel Assis também relacionou o avanço das organizações criminosas a uma ameaça à soberania nacional. “Facção criminosa que domina território, enfrenta o Estado, usa armamento de guerra e impõe o medo à população não representa apenas um problema policial. Representa uma ameaça à soberania nacional”, afirmou.
O parlamentar reiterou defesa por leis mais rígidas, fortalecimento das polícias e ampliação dos mecanismos de repressão ao crime organizado.
“O combate ao crime organizado não pode ser uma escolha ideológica. É uma obrigação moral. É uma questão de sobrevivência nacional. Enquanto alguns passam a mão na cabeça dos criminosos, nós estaremos ao lado das vítimas, dos policiais e das famílias brasileiras”, completou.




