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Dia da Soja: um grão que representa desenvolvimento, pesquisa e legado em Mato Grosso

Publicada em: 29/05/2026 13:26 -

Presente no campo, na indústria e na vida de milhares de famílias, a soja impulsiona a economia, fortalece a ciência e ajuda a construir histórias que atravessam gerações. Ela está no óleo de cozinha, na alimentação animal, nos biocombustíveis e em centenas de produtos consumidos diariamente.

Em Mato Grosso, a soja representa muito mais do que um grão. Ela é sinônimo de desenvolvimento econômico, geração de oportunidades, avanço tecnológico e transformação social. Neste Dia da Soja, celebrado em 29 de maio, a cultura que ajudou a transformar o estado no maior produtor do Brasil revela diferentes significados em cada parte de seu território. 

Em algumas regiões ela impulsiona pesquisa, a industrialização e a economia. Em outras fomenta pesquisas que ajudam a aumentar a produtividade e a sustentabilidade das lavouras. Há ainda lugares onde a soja se tornou uma ferramenta de autonomia para comunidades inteiras e histórias de famílias que construíram gerações em torno da produção agrícola.

Para Ilson José Redivo, vice-presidente norte da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), a soja é uma das principais responsáveis pelo desenvolvimento do estado.

“A cultura da soja representa a principal fonte geradora de riquezas de Mato Grosso, sendo responsável por mais de 40% do valor bruto da produção do estado. Ela gera empregos, renda e desenvolvimento para toda a sociedade”, afirma.

Segundo Redivo, os impactos da cultura podem ser observados diretamente nos municípios onde ela está presente. “A prova disso é o desenvolvimento acentuado das regiões onde a soja é cultivada. O Mato Grosso é o maior produtor de soja do Brasil e, se fosse um país, seria o terceiro maior produtor de soja do mundo”, destaca.

Ao longo do eixo da BR-163, especialmente entre municípios como Sorriso, Sinop e Nova Mutum, a soja ajudou a consolidar uma das regiões agrícolas mais produtivas do planeta. Com condições favoráveis de solo, clima, luminosidade e chuvas regulares, a região se tornou referência em produtividade e eficiência, transformando municípios antes pequenos em polos de desenvolvimento. 

Em algumas regiões a soja representa crescimento econômico, em Campo Novo do Parecis ela também simboliza conhecimento e inovação. O coordenador de pesquisa do Centro Tecnológico Parecis (CTECNO Parecis), Rodrigo Hammerschmitt, explica que a expansão da cultura impulsionou avanços importantes na pesquisa agrícola. 

“Por ser uma cultura estratégica e a principal atividade agrícola do estado, a soja impulsiona estudos relacionados ao melhoramento genético, adaptabilidade de cultivares, manejo do solo e controle de pragas e doenças”, explica.

Segundo ele, à medida que a cultura avança para novas áreas, cresce também a necessidade de desenvolver tecnologias capazes de aumentar a produtividade e garantir a sustentabilidade da produção. “A pesquisa acompanha essa expansão, buscando tornar a cultura cada vez mais resiliente diante dos desafios climáticos e produtivos encontrados no estado”, ressalta.

Para muitas famílias, a soja representa muito mais do que números ou produtividade, ela é parte da própria história. É o caso da família de Osvaldo Pasqualotto, delegado do núcleo de Rondonópolis, que chegou a Mato Grosso em 1982 para cultivar soja na região de Juscimeira. Na época, as dificuldades eram inúmeras: estradas de chão, falta de energia elétrica e pouca infraestrutura.

“A chegada foi bem complicada. Não tinha praticamente energia no meio rural, as cidades eram pequenas e a infraestrutura era muito precária. Mas nunca pensamos em voltar”, relembra o produtor rural.

Mais de quatro décadas depois, a propriedade permanece nas mãos da família e já vive a transição para a terceira geração. “Sempre foi uma empresa familiar. Passou pela geração do meu pai, está passando pela minha e agora já está chegando aos filhos e sobrinhos”, conta.

Para ele, a produção agrícola tem um papel especial na união das famílias rurais. “É uma atividade que une muito as pessoas. Quando falamos de uma fazenda, não estamos falando apenas de plantar. Existe a comercialização, armazenagem, transporte e gestão. São várias empresas dentro de uma só”, destaca.

Ao longo dos anos, crises climáticas, desafios econômicos e dificuldades de mercado fizeram parte da trajetória da família. Ainda assim, a paixão pelo campo permaneceu. “Não foi um caminho feito apenas de momentos bons, mas fomos superando cada desafio e seguimos produzindo”, afirma.

Seja impulsionando a economia de municípios inteiros, promovendo avanços científicos, gerando autonomia para comunidades ou fortalecendo laços familiares, a soja ocupa um papel central na história de Mato Grosso.

Mais do que uma cultura agrícola, ela representa o trabalho de milhares de produtores rurais que ajudam a alimentar o Brasil e o mundo. Neste Dia da Soja, o grão que transformou o estado reafirma seu papel como símbolo de desenvolvimento, inovação e legado para as futuras gerações.

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