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EXCLUSIVO: aplicativo de Cuiabá vira alvo de questionamentos: prefeitura não divulga quanto custou nem quem recebeu o dinheiro

Publicada em: 01/06/2026 16:05 -

Apresentado como uma ferramenta moderna para aproximar a população dos serviços públicos, o aplicativo Cuiabá Smart foi lançado pela Prefeitura de Cuiabá com a promessa de facilitar o registro de reclamações sobre buracos, iluminação pública, limpeza urbana, poda de árvores e diversos outros problemas enfrentados pelos moradores.

Mas enquanto a tecnologia chega às mãos da população, uma pergunta começa a ganhar repercussão nos bastidores da política mato-grossense: quanto custou o aplicativo aos cofres públicos?

Levantamento realizado pelo Portal Agência da Notícia identificou que o sistema está associado à plataforma GovDigital, informação disponível na própria loja oficial de aplicativos. No entanto, até o momento, não foi encontrada de forma clara e acessível nenhuma divulgação oficial informando o valor investido na plataforma ou detalhes sobre eventual processo licitatório específico relacionado ao aplicativo.

A falta dessas informações desperta questionamentos sobre transparência e controle dos gastos públicos.

O cenário se torna ainda mais interessante quando se observa que a Prefeitura de Cuiabá possui contratos milionários na área de tecnologia da informação. Existem registros públicos de investimentos elevados em infraestrutura tecnológica e sistemas digitais, mas não há confirmação de que esses contratos estejam diretamente ligados ao Cuiabá Smart.

Especialistas ouvidos em diferentes debates sobre administração pública afirmam que muitas vezes aplicativos municipais são incluídos dentro de contratos mais amplos de modernização tecnológica, o que pode dificultar a identificação imediata dos valores efetivamente destinados ao desenvolvimento e manutenção dessas plataformas.

Diante disso, algumas perguntas continuam sem resposta pública:
  •  Qual foi o custo total do Cuiabá Smart?
  •  O aplicativo foi desenvolvido internamente ou contratado de terceiros?
  •  Houve licitação específica para a plataforma?
  •   Qual empresa é responsável pela operação do sistema?
  •   Existe contrato de manutenção e qual o valor anual?
  •   Quanto será gasto pelos contribuintes para manter o aplicativo em funcionamento?

A discussão não é sobre a utilidade da ferramenta. Pelo contrário. Aplicativos que aproximam o cidadão da gestão pública são importantes e podem melhorar a prestação dos serviços municipais. O debate gira em torno de um princípio básico da administração pública: a transparência.

A população tem o direito de saber quanto custa cada projeto financiado com recursos públicos, quem foi contratado e quais resultados serão entregues.

Enquanto essas informações não forem apresentadas de forma detalhada, o Cuiabá Smart continuará cercado por dúvidas que merecem esclarecimentos.

O Portal Agência da Notícia seguirá acompanhando o caso e buscando documentos oficiais para identificar os contratos, valores investidos e empresas envolvidas no projeto.

Quando o assunto é dinheiro público, transparência não é opção. É obrigação.

A redação reintera que está à disposição, caso a prefeitura de Cuiabá queira manifestar o direitro de resposta.
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