O governo federal, por meio do Ministério da Fazenda, projeta o fim da obrigatoriedade da entrega manual da Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) em um prazo de dois a três anos. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reforçou essa intenção em entrevistas recentes, destacando que o objetivo é desburocratizar a relação entre o contribuinte e o Fisco.
Como deve funcionar a mudança?
Automação total
A Receita Federal já possui grande parte dos dados financeiros dos cidadãos por meio de bancos, seguradoras, planos de saúde e outros prestadores de serviços. A proposta é que o sistema realize o cruzamento dessas informações automaticamente.
Modelo de validação
Em vez de preencher toda a declaração, o contribuinte terá apenas a função de validar as informações já processadas pelo sistema. O processo evoluirá do atual formato de declaração pré-preenchida para um modelo em que a declaração de ajuste anual será dispensada para a maioria dos contribuintes.
Implementação gradual
O processo já está em andamento. Em 2026, cerca de 4 milhões de brasileiros foram dispensados da necessidade de declarar e receberam restituições automaticamente via Pix. O plano é ampliar esse número gradativamente nos próximos anos.
Segundo o ministro, com a modernização do sistema e a integração das bases de dados possibilitada pela reforma tributária, o preenchimento manual será extinto, tornando o processo mais simples, rápido e eficiente para a população.




