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Mãe e filho que invadiram casa e mataram duas pessoas são condenados a indenizar morador em R$ 267,9 mil em MT

Publicada em: 10/07/2026 10:29 -

A Justiça de Mato Grosso condenou a pecuarista Ines Gemilaki, e o filho, o médico Bruno Gemilaki Dal Poz acusados de invadir uma casa e matar duas pessoas durante uma confraternização em Peixoto de Azevedo a indenizar o proprietário do imóvel em R$ 267,9 mil. Além deles, o cunhado de Ines, Éder Gonçalves Rodrigues, também foi condenado ao pagamento pelo envolvimento no caso.

A decisão do juiz João Zibordi Lara foi publicada nesta quarta-feira (8), na esfera cível e determina o pagamento de R$ 27,9 mil por danos materiais e R$ 240 mil por danos morais.

O ataque ocorreu em 21 de abril de 2024, quando os acusados entraram armados na residência de Erneci Afonso Lavall durante uma confraternização familiar e efetuaram diversos disparos de arma de fogo. A ação resultou na morte de Pilson Pereira da Silva, de 69 anos, e Rui Luiz Bogo, de 81 anos, além de ferirem outras pessoas, incluindo um padre.

Na sentença, o juiz concluiu que ficou comprovada a participação conjunta dos três réus na invasão armada e destacou que o imóvel sofreu danos em vidros, portas, paredes, móveis, cortinas e outras estruturas. O magistrado também considerou que o proprietário sofreu intenso abalo psicológico após o episódio.

“A residência é espaço de intimidade, segurança e proteção familiar. A invasão armada do lar, com disparos de arma de fogo, mortes, pessoa ferida e destruição patrimonial, ultrapassa qualquer noção de mero aborrecimento ou dissabor cotidiano”, escreveu o juiz.

Embora tenha reconhecido o direito à indenização, o juiz entendeu que o proprietário da residência contribuiu para o agravamento do conflito.

Durante o processo, Erneci admitiu que havia enviado terceiros para cobrar uma dívida de Inês Gemilaki e prometido uma comissão caso os valores fossem recuperados. Conforme a sentença, ele também tinha conhecimento de que existia uma decisão judicial desfavorável à cobrança. No entanto, ressaltou que isso não autoriza uma reação violenta.

"A eventual conduta ilícita antecedente do autor não exclui a responsabilidade dos requeridos pelo ataque armado posteriormente praticado", afirmou o juiz.

O magistrado entendeu que a indenização seria de R$ 300 mil, mas reduziu o valor em 20%, fixando a reparação em R$ 240 mil.

Já os danos materiais foram mantidos integralmente em R$ 27,9 mil, por entender que os prejuízos à residência decorreram diretamente dos disparos efetuados durante o ataque.

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No dia 21 de abril de 2024, a pecuarista Ines Gemilaki, e o filho, o médico Bruno Gemilaki Dal Poz invadiram uma casa e mataram os dois idosos. Durante a ação, o padre José Roberto ficou ferido.

Conforme investigações, a suspeita de motivação do crime seria um desacordo comercial envolvendo pagamentos de aluguel da casa invadida. Segundo a polícia, o principal alvo do ataque era o dono da casa, que não foi atingido pelos tiros.

Dois dias após o crime, o marido de Ines, Marcio Ferreira Gonçalves, de 45 anos, e o irmão dele, Eder Gonçalves Rodrigues, foram presos por participação no crime. No mesmo dia, Ines e Bruno se entregaram à Polícia Civil.

Em maio de 2025, os quatro suspeitos foram indiciados e Bruno foi impedido de exercer a profissão por decisão do Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT).

 

 
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