Apesar de o acordo com o governo referente ao pagamento das emendas parlamentares não ter sido 100% cumprido, o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), ameniza a situação, alega que o clima é de tranquilidade e explica também que o os deputados aguardam uma manifestação da Justiça Eleitoral sobre a possibilidade de pagamento das emendas parlamentares durante o período eleitoral.
A discussão ganhou força após o início do calendário eleitoral, já que há dúvidas sobre quais pagamentos podem ser efetuados sem infringir a legislação. O governo estadual defende que parte dos recursos destinados à saúde pode continuar sendo liberada, mas aguarda segurança jurídica antes de autorizar os repasses. No entanto, o deputado estadual Carlos Avallone (PSDB) alegou que há insatisfação com o fato de o governo não ter pago 50% das emendas, conforme combinado.
Avançou bastante. As emendas da saúde não deveriam ser paradas no período eleitoral. Aliás, nem os pagamentos da saúde, porque saúde é uma necessidade todos os dias, independentemente da eleição”, afirmou o presidente da Assembleia. Segundo Russi, caso haja uma sinalização positiva da Justiça Eleitoral, os pagamentos serão realizados normalmente. Se o entendimento for contrário, os recursos deverão ser liberados somente após o pleito.
“A princípio, o pagamento não será feito. Havendo uma sinalização positiva, principalmente do TRE, que é uma questão eleitoral, faz o pagamento. Se não houver, também de forma tranquila, esperamos para após a eleição”, declarou.
Apesar da indefinição, Max minimizou o impacto político da situação e disse que os deputados compreendem o momento vivido pela administração estadual. Conforme o parlamentar, o foco dos deputados está voltado, neste momento, para a organização das campanhas eleitorais.
“Está bastante tranquilo. Os deputados estão em um período de organização da pré-campanha. Estamos a menos de 90 dias da eleição e boa parte do foco dos parlamentares está voltada para essa estruturação e para o mapeamento das regiões do Estado”, disse.
Na avaliação do presidente da ALMT, como o intervalo até a eleição é inferior a 90 dias, eventual adiamento dos pagamentos não compromete o andamento dos projetos parlamentares, desde que os recursos sejam liberados logo após o encerramento do processo eleitoral, caso a Justiça mantenha as restrições durante a campanha.




