Polícia Civil prendeu dez investigados e cumpriu mandados de busca em Goiânia e Caldas Novas; investigação aponta movimentação de pelo menos R$ 205 milhões
A Polícia Civil de Goiás avançou no combate à estrutura financeira do crime organizado durante a 6ª fase da Operação Destroyer, denominada “Pirâmide Vermelha”. A ação resultou na prisão de dez investigados e no bloqueio judicial de mais de R$ 103 milhões em bens e valores relacionados ao grupo investigado.
A operação, conduzida pela Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos (Denarc), também cumpriu sete mandados de busca e apreensão em Goiânia e Caldas Novas. De acordo com informações divulgadas sobre a investigação, os alvos fariam parte do núcleo financeiro de uma facção criminosa de origem carioca com atuação em Goiás.
As investigações apontam que o grupo teria movimentado pelo menos R$ 205 milhões entre junho de 2024 e janeiro de 2026, recursos que, segundo a Polícia Civil, seriam provenientes dos lucros obtidos com o tráfico de drogas. Empresas de fachada teriam sido utilizadas no esquema de lavagem de dinheiro.
O bloqueio patrimonial faz parte da estratégia de atingir diretamente a capacidade financeira das organizações criminosas. Ao impedir o acesso aos recursos, as autoridades buscam dificultar a manutenção e a expansão das atividades ilícitas.
A ofensiva ocorre em meio ao endurecimento internacional contra grandes facções brasileiras. Em maio, o governo dos Estados Unidos, sob a presidência de Donald Trump, anunciou a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como “Terroristas Globais Especialmente Designados”, além de anunciar a designação como Organizações Terroristas Estrangeiras.
A medida norte-americana também provocou debate no Brasil sobre os efeitos jurídicos e econômicos desse enquadramento. Enquanto defensores apontam a possibilidade de ampliar mecanismos internacionais de combate financeiro às facções, especialistas alertam para consequências jurídicas e econômicas da classificação.




