Segundo ele, antigos pescadores passaram a atuar como agentes de turismo e chegam a cobrar entre R$ 700 e R$ 800 por diária durante a temporada
Moacir Couto destacou o crescimento do turismo de pesca em São Félix do Araguaia e afirmou que a atividade tem potencial para movimentar ainda mais a economia do município. Durante entrevista, ele apontou que antigos pescadores passaram a enxergar no peixe vivo uma fonte de renda maior por meio do turismo.
Ao comentar o aumento da quantidade de peixes nos rios, Couto afirmou que, na avaliação dele, o resultado não pode ser atribuído somente ao Cota Zero. Ele citou sua experiência de trabalho na Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e apontou a redução da pesca com redes como um dos fatores que teriam contribuído para esse cenário.
“Para mim, o que fez os peixes aumentarem foi a diminuição dos predadores, dos passadores de rede, porque eles entenderam que o peixe vivo dá mais lucro. Eles estão trabalhando agora como agente de turismo”, afirmou.
Segundo Moacir, uma atividade que anteriormente era associada aos chamados “pirangueiros” passou a ocupar espaço profissional dentro do turismo de pesca. Ele afirmou que existe atualmente grande procura pelos serviços desses profissionais em São Félix do Araguaia.
“Hoje, se você procurar um agente de turismo na cidade de São Félix, ele não tem mais vaga até iniciar a piracema. Ele cobra R$ 700, R$ 800 a diária e não tem mais vaga”, declarou.
Para Couto, apesar da demanda existente, o potencial econômico do turismo de pesca ainda não recebe a divulgação necessária. Ele também observou que parte dos visitantes possui maior poder aquisitivo e utiliza aviões particulares para chegar à região.
Na avaliação de Moacir, ampliar esse mercado depende de melhorar principalmente a infraestrutura de acesso ao município. Entre as medidas defendidas estão a disponibilidade de voos regulares e melhores condições das estradas.
“Isso tinha que ser acesso para todos, que é o voo regular, que é a estrada boa”, disse.




