O senador Wellington Fagundes (PL-MT) participou de uma reunião no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) para discutir a retomada e o fortalecimento da Rede Pantanal. A iniciativa busca integrar instituições de pesquisa e ampliar a produção de conhecimento científico voltado à preservação e ao desenvolvimento sustentável do bioma.
Participaram do encontro o diretor do Instituto Nacional de Pesquisa do Pantanal (INPP), Leandro Battirola, e a secretária Andrea Brito Latgé, da Secretaria de Políticas e Programas Estratégicos (SePPe) do MCTI. A reunião serviu para alinhar as próximas etapas técnicas e administrativas necessárias para que a Rede Pantanal volte a funcionar de maneira permanente.
A rede foi criada após os grandes incêndios que atingiram o Pantanal em 2020 e 2021, período em que ficou evidente a necessidade de maior integração entre pesquisadores e instituições. Agora, a proposta é transformar a iniciativa em uma estrutura contínua, com atuação que não fique restrita aos momentos de emergência ambiental.
Durante a agenda no Ministério, foi informado que o processo de reativação da Rede Pantanal já recebeu parecer favorável. A proposta passa atualmente por ajustes técnicos antes de seguir para análise jurídica.
A expectativa é que o INPP fique responsável pela coordenação da rede, promovendo a integração entre universidades, centros de pesquisa e outras instituições que desenvolvem trabalhos relacionados ao Pantanal.
Wellington defendeu que as ações de proteção ao bioma tenham continuidade independentemente das mudanças de governo. Para o senador, pesquisa, prevenção e recuperação ambiental precisam fazer parte de uma estratégia permanente.
“O Pantanal precisa de um programa de Estado, não de um programa de governo, porque o governo passa e o Pantanal permanece”, afirmou.
O parlamentar também ressaltou que a preservação do Pantanal está diretamente ligada às condições ambientais do Cerrado e das áreas mais altas da bacia. Problemas como assoreamento, descarte irregular de resíduos, lançamento de esgoto e alterações no fluxo das águas podem provocar impactos em toda a região pantaneira.
Nesse contexto, a Rede Pantanal deverá incentivar uma atuação integrada entre pesquisadores e instituições de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. A intenção é compartilhar dados e conhecimentos, desenvolver pesquisas, capacitar profissionais e produzir informações científicas que possam apoiar decisões do poder público e da sociedade.
Outro objetivo é fortalecer a prevenção de eventos ambientais extremos. Wellington lembrou os prejuízos causados pelos incêndios de 2020 e 2021 e afirmou que o conhecimento científico pode ajudar na identificação antecipada de riscos, inclusive daqueles que afetam a saúde e a qualidade de vida da população.
“A gente não quer que se repita o que aconteceu com o Pantanal em 2020 e 2021. A rede pode ser um grande instrumento para associar diferentes instituições e trabalhar em prol do Pantanal”, ressaltou.
A reunião no MCTI também abordou projetos relacionados à ciência, tecnologia e saúde que receberam apoio por meio de emendas parlamentares. Entre as iniciativas mencionadas estão pesquisas na área da saúde e estudos sobre zoonoses e doenças negligenciadas presentes na região pantaneira.
Andrea Brito Latgé destacou que o apoio à pesquisa científica é fundamental para o desenvolvimento de soluções capazes de atender às necessidades da população, proteger o meio ambiente e gerar benefícios duradouros para as futuras gerações.




