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Moacir Couto critica uso de “candidatos de aluguel” e alerta para prejuízo à representação regional

Publicada em: 17/08/2026 14:33 -

Durante entrevista, liderança afirma que montagem de chapas partidárias pode enfraquecer candidatos competitivos e deixar municípios sem representação política

Moacir Couto criticou uma prática que, segundo ele, ocorre dentro de partidos políticos durante a formação das chapas eleitorais: a utilização dos chamados “candidatos de aluguel”, nomes lançados apenas para complementar nominatas e atender à estratégia partidária.

Durante entrevista, Couto afirmou que esse modelo pode prejudicar municípios e regiões que já enfrentam dificuldades para eleger representantes próprios.

“Infelizmente, há uma prática que prejudica muito as cidades que não têm uma força política como as outras”, declarou.

Segundo Moacir, em algumas situações pessoas são incentivadas a disputar a eleição apenas para contribuir com a formação da chapa, mesmo sem uma estratégia efetiva de campanha ou perspectiva real de eleição.

“Chega lá e fala: ‘você tem que ser candidato para ajudar na chapa’. Mas, às vezes, aquele candidato vai atrapalhar toda uma região, onde existe uma pessoa com potencial para ter uma quantidade de votos”, afirmou.

Na avaliação de Couto, a pulverização dos votos entre vários nomes de uma mesma região pode reduzir as chances de eleição de candidatos que já possuem maior presença política e eleitoral nos municípios.

Ele defende que lideranças locais e eleitores façam uma análise mais ampla sobre a representatividade regional antes de definir apoios, observando quais candidaturas possuem condições de defender efetivamente os interesses dos municípios após a eleição.

A declaração levanta novamente o debate sobre a estratégia utilizada pelos partidos na montagem das nominatas e sobre os impactos que a divisão de votos pode provocar principalmente em regiões que historicamente enfrentam dificuldades para conquistar maior espaço nas Assembleias Legislativas e na Câmara dos Deputados.

O termo “candidato de aluguel”, utilizado por Couto durante a entrevista, é uma expressão política e não uma classificação prevista na legislação eleitoral. A definição dos candidatos cabe aos partidos e federações, respeitando as regras estabelecidas pela legislação e pela Justiça Eleitoral.

Para Moacir Couto, porém, o principal ponto de atenção deve ser a capacidade de cada região de concentrar forças em candidaturas competitivas e evitar que a fragmentação eleitoral resulte na perda de representação política.

A fala ocorre em um momento de articulações e formação das chapas para as eleições de 2026, quando partidos e lideranças intensificam as discussões sobre candidaturas, alianças e estratégias eleitorais em Mato Grosso.
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