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Wellington é induzido ao erro após Pivetta usar termo incorreto sobre alunos neurodivergentes; vídeo

Wellington é induzido ao erro após Pivetta usar termo incorreto sobre alunos neurodivergentes; vídeo

Uma polêmica marcou o primeiro debate entre os candidatos ao Governo de Mato Grosso, realizado nesta terça-feira (18), pela Rádio Centro América FM, com transmissão pelo site Primeira Página. O episódio ocorreu durante a discussão sobre políticas públicas para inclusão de alunos neurodivergentes na rede de ensino.

Este site fez a transcrição do debate que mostra que o próprio candidato Otaviano Pivetta (Republicanos), ao formular a pergunta, utilizou duas vezes o termo “neurodependentes”,  primeiro ao apresentar o tema e depois ao questionar Wellington Fagundes (PL) sobre seu programa para atender essas crianças e jovens.
“Qual que é o seu programa para dar assistência e promover a inclusão desses alunos neurodependentes através de política pública?”, perguntou Pivetta.

Diante da formulação apresentada pelo adversário, Wellington respondeu dentro do contexto proposto na pergunta. O candidato Wellington falou sobre sua atuação na área de saúde mental, a reforma do atendimento psicossocial e a necessidade de ampliar a rede de atendimento no interior de Mato Grosso.
Na sequência, porém, Pivetta mudou a terminologia e passou a tratar do tema como “neurodivergência”, relatando inclusive sua experiência familiar com o autismo.

Foi nesse momento que Wellington, na tréplica, passou a responder especificamente ao conceito de neurodivergência apresentado por Pivetta. Ou seja, a sequência do debate mostra que a resposta de Wellington  acompanhou o termo e o enquadramento utilizados inicialmente na própria pergunta.

A sequência do debate

A diferença fica clara na própria transcrição. Na pergunta, Pivetta fala em “pessoas neurodependentes” e questiona sobre “alunos neuroindependentes”.
Wellington, então, apresenta sua proposta relacionada à rede de atenção psicossocial, aos CAPS e ao atendimento especializado.

Na réplica, Pivetta passa a utilizar outro conceito e afirma:
“Eu tenho um neto, chamado Antônio, que tem autismo grau 2. E eu aprendi com ele, com a minha filha, o quanto é complexa a vida de uma criança, um adolescente que tem neurodivergência.”
A partir daí, Wellington responde ao novo enquadramento apresentado pelo adversário, abordando diretamente a atenção às pessoas neurodivergentes e reforçando a necessidade de integração entre saúde, educação e assistência às famílias.

Wellington apresenta propostas para saúde mental e inclusão
Independentemente da controvérsia terminológica, Wellington aproveitou o tema para apresentar propostas para ampliar a estrutura de atendimento em Mato Grosso.

O candidato lembrou sua atuação no Congresso Nacional na reforma do sistema de atendimento psicossocial e citou a transformação do antigo Hospital Adauto Botelho em unidade da rede de atenção psicossocial.
Entre as propostas apresentadas estão a criação de novos CAPS tipo III, com atendimento 24 horas, a reestruturação dos serviços de atenção psicossocial e a modernização das unidades existentes.

Wellington também defendeu a interiorização dos serviços, para evitar que o atendimento especializado fique concentrado apenas em Cuiabá, além da formação de equipes multidisciplinares e do acompanhamento das famílias.
Outro ponto destacado foi a necessidade de fortalecer instituições como APAEs, Pestalozzis e demais entidades filantrópicas que atuam no atendimento de pessoas com deficiência e necessidades específicas.

O que a transcrição revela

O episódio chama atenção porque a discussão posterior nas redes sociais passou a atribuir a Wellington uma suposta confusão conceitual. Entretanto, a sequência literal do debate mostra que o primeiro termo utilizado para caracterizar o público foi apresentado pelo próprio autor da pergunta.
Fagundes não introduziu espontaneamente o conceito questionado. Ele respondeu à pergunta que recebeu e, quando Pivetta passou a utilizar o termo “neurodivergência” na réplica, o candidato do PL acompanhou a mudança de abordagem em sua tréplica.

Por isso, a tentativa de apresentar o episódio como se Wellington tivesse criado ou confundido sozinho a terminologia não corresponde à sequência registrada na transmissão verdadeira.
Aqui, trabalhamos atentos no período eleitoral para que as importantes falas não sejam distorcidas!

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