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Paraná Pesquisas tem erro na data de coleta, comparações incompletas e histórico de condenação da Justiça Eleitoral

Paraná Pesquisas tem erro na data de coleta, comparações incompletas e histórico de condenação da Justiça Eleitoral

A nova pesquisa do Paraná Pesquisas sobre o Governo de Mato Grosso apresenta pontos que exigem atenção. Há erro na data de coleta divulgada pela CNN, limitações na leitura dos recortes e uma variação expressiva entre Wellington Fagundes e Otaviano Pivetta em menos de um mês, sem que o relatório identifique fatos novos que expliquem essa mudança.

 

O primeiro erro é objetivo. O relatório informa que as 1.352 entrevistas foram realizadas entre 15 e 17 de setembro. Já a CNN publicou que a coleta ocorreu entre 15 e 17 de agosto. A própria CNN, em outra matéria sobre a mesma pesquisa, desta vez para o Senado, informou corretamente o mês de setembro.

 

Outro ponto é a margem de erro de 2,7 pontos, calculada para o resultado geral. Ela não deve ser aplicada automaticamente aos recortes menores. Entre os jovens de 16 a 24 anos, por exemplo, foram apenas 178 entrevistas. Nesse grupo, Wellington aparece com 44,9% e Pivetta com 41,6% no cenário direto, mas o relatório não apresenta margem específica para esse segmento.

 

Também chama atenção a mudança registrada pelo próprio Paraná em cerca de 25 dias. Pivetta passou de 39% para 42,4%, alta de 3,4 pontos, enquanto Wellington caiu de 35% para 29,6%, recuo de 5,4 pontos. A distância entre os dois saltou de 4 para 12,8 pontos. O relatório registra essa oscilação, mas não investiga suas causas nem aponta fato novo que, por si só, explique a mudança. A tabela comparativa também não reúne todos os detalhes metodológicos das pesquisas anteriores.

 

Há ainda cuidados na interpretação de rejeição e Senado. Na rejeição, o entrevistado podia escolher mais de um candidato, portanto os percentuais não representam rejeição exclusiva. Para o Senado, cada eleitor também podia citar até dois nomes, o que impede interpretar os números como uma pesquisa de voto único.

 

O Paraná Pesquisas e a Abril Comunicações, responsável pela Veja, também foram condenados recentemente pela Justiça Eleitoral por divulgar antecipadamente outra pesquisa em Mato Grosso. Cada um recebeu multa de R$ 53.205, totalizando R$ 106.410. A condenação foi pelo descumprimento do prazo de divulgação e não por fraude ou manipulação dos resultados.

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