O que acontece se o 2º turno da eleição empatar? Entenda como resultado seria decidido
Em um cenário político acirrado, você já imaginou o que aconteceria se a eleição presidencial terminasse em um empate absoluto nas urnas? Embora pareça um enredo de ficção científica, a legislação eleitoral brasileira já tem uma resposta pronta e definitiva para esse impasse — e ela depende puramente da certidão de nascimento dos candidatos.
De acordo com o artigo 77, parágrafo 5º da Constituição Federal, combinado com o artigo 110 do Código Eleitoral, caso haja uma igualdade perfeita no número de votos válidos no segundo turno, o critério final para definir o novo Presidente da República é a idade. Nessa conta oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), vale destacar, votos brancos e nulos são totalmente descartados.
Como funciona a regra na prática?
Milímetros de precisão: O desempate por idade só é acionado se ambos os postulantes terminarem a apuração com a exata e idêntica quantidade de votos — uma coincidência matemática considerada praticamente impossível quando se trata de dezenas de milhões de eleitores.
Zerar o placar: O desempenho no primeiro turno não garante vantagem alguma. No segundo turno, a contagem recomeça do zero e o resultado anterior é completamente desconsiderado.
O cenário de 2026: Na hipotética situação de um empate cravado entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro no segundo turno das Eleições 2026, a vitória ficaria com Lula. O motivo? O atual mandatário tem 80 anos, enquanto o senador possui 45 anos.
Essa norma baseada no candidato mais idoso não é exclusiva para a Presidência da República: ela funciona como regra padrão para todas as disputas majoritárias do país, sendo aplicada da mesma forma para os cargos de governador, prefeito e senador.



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