Justiça nega recurso e manda para o Júri homem que usou carro para esmagar vítima após agressão em Confresa (MT)
Um crime bárbaro cometido com crueldade extrema no interior de Mato Grosso finalmente caminha para o seu desfecho nos tribunais. Daniel Pereira Moreira, acusado de agredir violentamente Daniela Carvalho Brandão e depois passar com um carro por cima de seu corpo, foi pronunciado pela Justiça de Porto Alegre do Norte e sentará no banco dos réus para ser julgado pelo Tribunal do Júri.
O massacre ocorreu na madrugada de 30 de agosto de 2010, na zona rural de Confresa. A vítima mantinha um relacionamento amoroso com o irmão do acusado. Naquela noite fatídica, após uma discussão acalorada iniciada em um estabelecimento comercial, ambos entraram no veículo do réu a caminho de uma chácara. No trajeto, uma nova briga resultou em uma agressão brutal: Daniel desferiu múltiplos golpes no rosto da mulher utilizando um ferro de pua.
Caída e indefesa no chão, Daniela viveu momentos de puro horror. Sem qualquer compaixão, o acusado acelerou o veículo e atropelou a vítima, esmagando seu corpo, que ficou preso sob a estrutura metálica do automóvel. A perícia necroscópica confirmou que a mulher teve uma morte terrível por traumatismos severos e compressão mecânica.
Cena de horror e fuga covarde
A Polícia Militar foi acionada pelo próprio irmão do acusado, que compareceu ao quartel relatando um suposto "acidente". Ao chegarem ao local, os policiais se depararam com uma cena chocante: a vítima estava presa embaixo de um carro antigo e o resgate só foi possível após a viatura puxar o veículo com uma corda. Daniel já havia fugido covardemente, abandonando a cena do crime.
Manobras da defesa são esmagadas pela Justiça
Em uma tentativa de livrar o réu do Júri Popular, a defesa alegou ausência de intenção de matar, pedindo a desclassificação para lesão corporal seguida de morte e a remoção das qualificadoras. O magistrado, porém, rejeitou sumariamente os pedidos, destacando que passar com um veículo por cima de uma pessoa demonstra clara intenção de matar.
Daniel responderá perante os jurados por homicídio qualificado por meio cruel e por recurso que dificultou a defesa da vítima. Apesar da gravidade estarrecedora do caso, o acusado aguardará a data do julgamento em liberdade.



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