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Haddad sairá da pasta Econômica para disputar eleições, mas deixa legado de impostos, gastos e dívidas recordes

Publicada em: 11/03/2026 15:24 -

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), prepara sua saída do comando da equipe econômica do governo Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão ocorre após semanas de pressão política e discussões internas sobre seu futuro eleitoral.

Haddad chegou a informar à imprensa que fevereiro seria seu último mês no cargo. Posteriormente, decidiu permanecer por mais algumas semanas e deve deixar a função ainda neste mês. A expectativa no governo é que ele dispute o governo de São Paulo nas eleições de outubro.

Nos bastidores da equipe econômica, o nome mais citado para substituí-lo é o do atual secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan.

A passagem de Haddad pela Fazenda também é acompanhada por um legado tenebroso, de total crescimento da dívida pública. Dados oficiais indicam aumento contínuo do indicador nos últimos anos.

Quando Haddad assumiu o ministério, em 2023, o Banco Central registrava dívida bruta equivalente a 71,7% do Produto Interno Bruto. O percentual passou para 74,3% ao fim do primeiro ano da atual gestão e chegou a 76,1% do PIB em 2024.

Em novembro de 2025, o indicador alcançou 79% do PIB. Projeções do Tesouro Nacional apontam dívida de 81,7% do PIB em 2026. Estimativas do relatório Prisma Fiscal indicam possibilidade de o percentual chegar a 84,9% do PIB.

Diante desse quadro, a estratégia de recomposição fiscal adotada pelo governo concentrou esforços no aumento da arrecadação. O movimento gerou desgaste político e levou adversários a apelidarem Haddad de “Taxad”.

Entre as medidas adotadas estiveram a reoneração gradual dos combustíveis e a aprovação da Lei nº 14.754/2023, que alterou a tributação sobre fundos exclusivos e investimentos em offshores.

Outra frente de disputa ocorreu em torno da desoneração da folha de pagamentos. A tentativa de encerrar o benefício provocou reação no Congresso e em setores empresariais. Após semanas de negociações, o governo recuou e sancionou a prorrogação da política.

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